(Des)Ordem

Tudo caminha das formas mais variadas e esquisitas que se pode imaginar. Nunca sabemos ao certo o que esperar do dia de amanhã; nunca podemos dar certeza de que estaremos em tal lugar, amanhã e em tal horário porque não temos certeza se conseguiremos estar realmente lá ou não, porque podemos receber visita e ficar presos em casa, podemos nos atrasar no trânsito, podemos errar o caminho, podemos ter um grande impecilho... Podemos - numa visão mais pessimista e que não condiz com a minha realidade (mas negar esses detalhes é hipocrisia, então...) - morrer...

Tentamos durante toda a nossa existência categorizar pertences, amigos, familiares, desejos, sonhos, objetivos, tarefas, enfim: tudo, para ao menos acreditar que temos poder sobre nossos atos, sobre nossas decisões... sobre nossas vidas.

Mas o que temos é o direito de escolher o que queremos ter e quem queremos ser. O resto vem com o tempo, de formas inesperadas e que muitas vezes nos surpreendem, mas isso a gente não pode controlar... Categorizar talvez, mas controlar não absolutamente, porque podemos tentar investir em determinadas atividades e até conseguir outras coisas nesse mesmo tempo. Tudo pode mudar, e em qualquer momento.

É como sempre digo: Alguém joga uma pedra na cabeça de fulano lá na Conchinchina e é aqui que se sente o baque. Atos tem consequências, que nem sempre recaem sobre quem mereceria. Assim nós criamos ordem e desordem ao mesmo tempo, e por mais que não tenhamos consciência de muitas coisas que fazemos alguém tem. E talvez você e eu estejamos na categoria de vilões de alta periculosidade nas anotações de alguma pessoa. Quem sabe ??!!

Ninguém!

Afinal, não sabemos de nada.

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