21/30 - Aceitação

Aceitar quem realmente somos é algo pra lá de complicado. Imaginem então como é aceitar quem as outras pessoas são... Pois é. É um desafio maior ainda, principalmente se pararmos para pensar e percebermos que nem sempre estamos dispostos a aceitar quem as pessoas que nos cercam realmente são. 

Essa é uma questão de crise existencial? Não. É mais uma questão de consciência.

A vida em sociedade nos trás muitas reflexões quando conseguimos aproveitar um mínimo das possibilidades que ela nos oferece. Hoje, em conversa com um amigo - que vai se reconhecer quando ler esse pequeno texto - várias questões foram trocadas. Existencialismo, vocação, aceitação de si e do outro, religião... Vida. E dentre esses o que me deixou mais pensativo foi a questão de que nem sempre aceitamos quem nos cerca em toda a sua essência.

Estamos, na maioria das vezes, buscando complementaridades nas outras pessoas, de forma que o que não nos interessa é deixado de lado. E muitas vezes o que deixamos de lado é exatamente o que poderia fazer grande diferença... Selecionamos nossos amigos pelas características que nos agradam, e ao sinal de incompatibilidade colocamos um pé atrás nessa relação de 'amizade'. Descartamos a essência dos outros, e talvez com isso estejamos descartando a nossa própria essência.

É perceptível que fazemos isso com tudo, amigos, companheiros, colegas, roupas, alimentos, materiais de estudo... O que nos interessa dedicamos atenção porque queremos algo em retorno. O que não é interessante nesse momento é deixado de lado, ou mesmo eliminado.

É a individualidade falando mais alto. O 'pensar em si' dizendo que precisamos ser quem somos custe o que custar... É a nossa natureza falando mais alto. 

E isso é paradoxal (frase constante no discurso de outro amigo) ?? Pode ser... Mas difícil mesmo é encontrar um ser humano que não seja paradoxal pelo menos uma vez na vida. É a natureza. É o paradoxo do existir.


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